Nyah! Fanfiction

Meu Meio-Irmão escrita por Isa Lerman

Capítulo 25
Bem Vindo Ao Mundo, Jesse

Assim que a minha mãe entrou em trabalho de parto, eu peguei a bolsa que ela arrumou meses antes, o Austin a levou para o carro e a levamos para o hospital. No caminho, eu liguei para o Robert e o deixei sobreaviso. No hospital, a minha mãe foi levada rapidamente para a sala de parto, o Robert a acompanhou e eu fiquei com o Austin na sala de espera dos visitantes. Enquanto o meu irmão estava prestes a nascer, eu pensei que em breve seria eu dando a luz ao meu filho.

O parto do Jesse foi cesárea e durou aproximadamente vinte minutos. Depois do nascimento, ele foi levado para o berçário, assim Austin e eu pudemos vê-lo. Ele era o bebê mais lindo que eu já havia visto. Chorei, emocionada, ao olhar aquela coisinha tão frágil e pequena que acabara de chegar ao mundo.

No dia seguinte, a minha mãe teve alta do hospital, e levamos ela e o Jesse para a casa. Todos nós estávamos "babando" pelo Jesse, de tão fofinho e pequeno. No quartinho dele (que antes era do Austin), que era praticamente colado no quarto da minha mãe e do Robert, eu o segurei nos meus braços e disse:

– Bem vindo ao mundo, Jesse.

O Austin entrou no quarto, se aproximou de mim, sorriu e fez carinho na cabecinha do Jesse, que estava dormindo nos meus braços. Eu dei um beijo em sua testa e o coloquei no berço.

– Austin, nós precisamos conversar - falei.

– Sobre? - perguntou ele.

Eu segurei em sua mão e o levei para o meu quarto.

– Não sei por onde começar.

– O que está acontecendo, Can?

– Está bem, eu vou direto ao ponto.

– Você está me assustando.

– Austin, eu estou grávida.

A reação do Austin ao saber que eu estava grávida foi como a da minha mãe e a do pai dele: de espanto. Ele congelou. Alguns instantes depois, ele começou a andar de um lado para o outro, colocando as mãos na cabeça.

– Você não vai dizer nada? - perguntei.

– Diria se eu soubesse o que dizer - respondeu ele, sentando ao meu lado na cama.

Ficamos em silêncio por algum tempo, até que ele disse:

– Olha, Can, você não fez esse filho sozinha. É responsabilidade minha também. Portanto, você pode ficar tranquila. Eu vou ficar ao seu lado e ao lado do nosso filho. Sempre. Eu prometo.

Meus olhos se encheram d'água, eu sorri e o abracei.

– Eu te amo tanto - falei.

– Eu te amo mais - disse ele.

Eu respirei aliviada e muito mais tranquila depois de, finalmente, ter contado ao Austin que eu estava grávida. E se ele prometeu que ficaria sempre ao meu lado e ao nosso filho, eu sabia que ele ia cumprir sua promessa.

O Austin passou todo o dia com a gente e mais tarde foi para a sua casa. Eu preferia que ele voltasse a morar com a gente, mas fiquei satisfeita só de tê-lo por perto.

Na manhã seguinte, eu acordei no horário diário, levantei, cumpri toda a minha rotina matinal e fui para o colégio. Quando a Ally chegou, contei a ela que eu, finalmente, havia contado para o Austin sobre a minha gravidez e qual foi a reação dele.

No fim da aula, a Ally foi comigo para a minha casa, pois ela queria ver o meu irmãozinho. Ao chegarmos, a minha mãe estava sentada no sofá da sala, segurando o Jesse nos braços, ninando-o. Até que ela nos viu chegar e cumprimentou a Ally, que ficou encantada com o bebê.

– Nossa, como ele é lindo! - disse ela.

– Ele é lindo mesmo, não é? - perguntei.

– Com quem vocês acham que ele parece mais? - perguntou minha mãe.

– Eu acho que agora ele parece um pouco com o Austin - respondi.

– É, eu também acho - respondeu Ally.

A minha mãe estava quase "babando" no Jesse, que já estava dormindo nos braços dela. Ela pediu licença e o levou para o andar de cima, para o quarto dele. E Ally e eu ficamos na sala, conversando. De repente, senti um desejo muito grande de comer chocolate, então eu fui até a cozinha e procurei chocolate por todos os cantos, até achar algumas barrinhas dentro da geladeira, e dividi com a Ally.

Um pouco depois que a Ally foi embora, o Austin chegou, me abraçou e me beijou, depois nós nos ajeitamos um ao lado do outro no sofá da sala.

– E então, como você e o nosso pequeno estão? - perguntou ele.

– Bem - respondi. - E você, papai?

– Muito bem, mamãe.

Sorrimos um para o outro. Até que o meu sorriso se desfez e eu encostei minha cabeça no ombro do Austin, que envolveu seu braço nos meus ombros.

– O que foi, meu amor? - perguntou ele.

– Eu estou com medo - respondi.

– Eu sei, meu amor, e eu entendo. Mas você não precisa ter medo. Eu estou com você e nós vamos lidar com isso juntos, ok? Vai ficar tudo bem, você vai ver.

– Sim, mas um filho é muita responsabilidade. E se eu não conseguir concluir os meus estudos? E se a minha carreira de atriz for prejudicada?

– Eu acabei de dizer que nós vamos lidar com isso juntos e que vai ficar tudo bem. Ambos vamos concluir os nossos estudos, eu vou seguir com a minha carreira de jogador de basquete e você com a sua de atriz. E ambos vamos cuidar do nosso filho.

– Não sei o que seria de mim sem você.

Eu toquei e acariciei seu rosto, e o beijei. Ele sorriu e me tomou toda em seus braços, me acolhendo.

– Ah, amanhã eu vou voltar para a Jefferson High School - contou ele.

– Maravilha! - comemorei.

Mais tarde, depois que o Austin foi embora, eu tomei banho, me troquei e fui para o meu quarto. Em cima da mesinha de cabeceira, notei que havia um envelope que, do lado de fora, dizia Para Candice. Eu abri o envelope, que dentro, havia uma carta, que eu comecei a ler.

Querida Candice,

imagino que você não faz ideia de quem eu sou, nem de onde eu vim, nem mesmo o meu nome, então eu vou dizer. Eu me chamo Gerald Daniels e eu sou seu pai.

Há 17 anos atrás, antes de conhecer a sua mãe, eu me meti em uma roubada, da qual eu logo saí, depois de ver como estava acabando com a minha própria vida.

Sua mãe e eu nos conhecemos através de amigos nossos, nos interessamos um pelo outro, começamos a sair e depois de um tempo, eu a pedi em namoro. Nós éramos muito felizes juntos e eu a amava muito, e a amo até hoje. Lisa é uma mulher muito especial.

Com 1 ano e meio de namoro, a Lisa engravidou. Eu fiquei tão feliz ao saber que ela estava grávida. O meu maior sonho era ser pai. Até que os problemas nas quais eu havia me metido voltaram a aparecer. Para ser mais claro, comecei a ser perseguido e ameaçado por muitas pessoas. Eu não queria de maneira alguma, mas precisei abandonar a Lisa com você recém-nascida, para proteger vocês duas do perigo. Acredite que essa foi a coisa mais difícil que eu já tive que fazer. Tudo o que eu queria era ficar com a sua mãe e com você. Tenho certeza de que nós seríamos sido muito felizes.

De longe, eu vi você crescer, entrar para a escola, se formar, entrar para o colegial e até assisti peças de teatro que você fez no colégio e você se saiu muito bem em todas. E nesses momentos, eu desejei mais que nunca poder estar por perto para dizer que estou orgulhoso de você.

Eu estou orgulhoso da pessoa e da mulher que você está se tornando. Você é muito especial, assim como a sua mãe. Continue assim, querida.

Com amor, seu pai.

Eu chorei enquanto lia a carta que o meu pai me deixou. Naquele momento, estava tudo bem mais claro a respeito do aparecimento repentino e da morte do meu pai. E desejei ter passado mais tempo com ele, conhecê-lo melhor.

Chamei a minha mãe e perguntei de onde veio a carta e ela disse que estava na caixa de correio há algum tempo. Amostrei a carta para ela, que também chorou lendo-a. E pra ela, tudo havia ficado mais claro também, pois ela não sabia e nem entendia o porquê do meu pai ter nos abandonado logo depois de eu nascer.

Enfim, eu guardei a carta na gaveta da mesinha de cabeceira, deitei na minha cama e fiquei pensando no meu pai, no meu filho e no Austin. Coloquei as minhas mãos sobre a minha barriga a acariciei.

– Ser mãe não deve ser tão mau assim - falei para mim mesma.




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